A história de minha mãe.
Estávamos em uma discussão acalorada quando, de repente, o pai de Theo ergue a voz, firme, e ordena que parássemos. O salão fica em silêncio. Ele diz que ainda há muito a ser conversado e que não adiantaria prosseguirmos daquela forma. Theo vira o rosto para mim com uma sobrancelha arqueada, como se perguntasse, sem palavras: “Ainda tem mais?”. Dou de ombros, tentando parecer indiferente, e ele solta um bufo impaciente. Somos chamados para sentar — desta vez, lado a lado. A proximidade me deixa