— AAAAAAHHHH!
Um grito. Um único grito feminino, rasgando o mundo do outro lado da porta como um prego na carne de Deus.
Ele piscou — estava deitado no chão do quarto, a visão embaçada. Tiros do outro lado da escotilha.
— MERDA! — Nunes arregalou os olhos, percorrendo-os pela sala em busca de contexto. Mas logo ele veio à mente: Rúi.
— FILHO DA PUTA! — ele levou a mão à cintura, procurando o rádio. Não estava lá. Nem o próprio colete que havia colocado.
Os tiros se intensificaram. Os gritos aumentaram.
O olhar percorreu uma última vez pelo quarto: uma cartela de Alprazolam jogada ao seu lado, vazia como quem tomou às pressas e apagou em seguida.
“Os insurgentes.” — Nunes pensou, “Preciso sair daqui!”
Nunes, tomado pelo pavor, fez a única coisa que lhe parecia razoável: correu.
Ele abriu a própria escotilha em histeria, se disparando em meio ao caos.
De fato, ele já estava instalado. Nunes conseguiu ver pessoas mascaradas ao longe atirando contra sua equipe, um por um.
“Preciso ir pra s