— AAAAAAHHHH!
Um grito. Um único grito feminino, rasgando o mundo do outro lado da porta como um prego na carne de Deus.
Ele piscou — estava deitado no chão do quarto, a visão embaçada. Tiros do outro lado da escotilha.
— MERDA! — Nunes arregalou os olhos, percorrendo-os pela sala em busca de contexto. Mas logo ele veio à mente: Rúi.
— FILHO DA PUTA! — ele levou a mão à cintura, procurando o rádio. Não estava lá. Nem o próprio colete que havia colocado.
Os tiros se intensificaram. Os gritos aume