Capítulo 1 (parte 4)

Nunes abriu caminho, passando pela multidão curiosa, caminhando até um outro quarto. Rúi veio atrás, um contraste com a altura de Nunes.

— Ei! Cê vai fazer o que, grandão?!

— Vou colocar colete à prova de balas, já expliquei pra quem precisava saber.

— Mano! Calma aí, tu anda rápido demais! — a voz ofegou, o passo acelerou atrás de Nunes: — Você… acha que são insurgentes mesmo? Vão vir matar a gente? Queima de arquivos?

— Exato. Tá soando exatamente como se fosse.

— E eles iriam matar a gente mesmo, grandão? Um por um?!

— Não seja idiota, né? Claro que sim! Depois que o governo começou a mandar a gente matar qualquer um que olhava torto pra polícia e matar quem dividisse opinião polêmica na internet, começou a controlar a população com mãos de ferro, acha que eles tão aqui de boa?

— É… meio que eles surgiram pra matar a gente, né?

— MEIO? Fala sério. É literalmente isso, porra. O Estado chama eles de milicianos por causa dessa merda toda. Lembra que no apê que eu morava tinha tipo uma
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