— TÁ... entendi... — ela o interrompeu, revirando os olhos com impaciência: — Tanto faz. Nem sei o porquê te contei essa merda!
... Nunes riu baixinho, mordendo o lábio inferior, um sorriso que ela não viu.
— Eu... eu vou entrar na sala ali do lado que tem os trajes de saída. Tem que usar eles pra não morrer lá fora.
— Tá, vai logo — ela ainda olhava para o lado, emburrada, tentando ignorá-lo.
Ele soltou um riso suave — será que Ketlen se esquecera que ele era o adversário dela? Ele poderia facilmente estender a mão e arrancar a arma dela... e então acabar com sua vida. Mas não. Era mais conveniente manter as coisas assim. Ela tinha seu encanto. E sua história.
E seu propósito.
Ela o acompanhou e o viu se vestindo.
— Pensei que não iria ter um traje do seu tamanho — ela comentou, mais descontraída, mas ainda séria, avaliando-o.
Nunes, enquanto se vestia: — É... hehe...
— Hm... — "A risada dele..." — o pensamento flutuou na mente de Ketlen, um eco estranho.
Mas então ela sorriu com os