— Então você não é tão útil assim, né? — forçava uma voz sensual, irônica, tentando intimidá-lo.
Nunes riu amargamente.
— Queria que não fosse. Mas você sabe pilotar uma nave? — ele cruzou os braços, sério, a voz desafiadora: — tirar ela daqui, arrumar o que quebrou na queda? Operar essa nave?
— Ou seja... você vai usar isso pra sair vivo? — ela virou o rosto, fazendo biquinho, um resquício de irritação infantil.
— Não só isso... vou dormir.
— Que? — ela voltou ao normal, confusa, a voz um pouc