— Perfeito. Agora vê se faz algo de bom pra retribuir a tortura, Deus tá vendo… — ele riu baixinho, apertando os lábios: — Faz um favor e pega pra mim umas roupas e uma comida, pode ser qualquer coisa, desde que seja comestível.
— Meu Deus... tá — ela revirou os olhos, balançando a cabeça em exasperação resignada.
Ela se levantou e foi primeiro até o corredor, os olhos fixos nele, ainda sentado no chão. Nunes realmente não tinha planos de fazer algo com ela.
— Onde que tem roupa? — ela enrugou a testa, olhos percorrendo o interior gigante da nave.
— Ah… Tipo, aí do lado tem esse armário embutido: — ele apontou com o dedo trêmulo, e ela o abriu em seguida: — Isso! É… tem roupa do meu tamanho na primeira prateleira, embaixo desse tanto de lençol e cober-
O espirro alto dela o cortou.
— É… — ele riu baixinho, mais descontraído: — O cheiro de cravo e poeira faz isso mesmo… mas é esse conjunto dobrado aí.
Ela pegou o pacote, fechando a porta de uma vez, arremessando a roupa até ele, fazendo