— Qual a senha da internet? — uma pergunta calma e baixa que foi como um tiro na cabeça de Nunes.
— Que? — ele fez uma careta exagerada, incrédulo.
— A senha. Da internet — ela disse, plenamente tranquila, sem um pingo de emoção.
— Você tá me zoando, né? — ele sorriu, gargalhando como se tivesse ouvido a piada mais absurda de sua vida: — E mesmo se eu te passar, vai pegar aqui? — ele respirou fundo, encarando a mulher que o olhava com olhos calmos, desafiadores.
A expressão da menina mudou instantaneamente. Ela rapidamente se levantou da cadeira e caminhou com passos brutos até Nunes. O ar ficou pesado com sua proximidade. Sem aviso, ela agarrou a faca que ainda estava cravada em sua coxa e a puxou com força, fazendo-o gritar em uma agonia aguda. Com a mesma faca, ela pressionou a lâmina fria contra o pescoço dele, quase cortando.
— A senha. Agora — seus olhos se arregalavam, um brilho de fúria selvagem neles.
— Para... e-eu falo, porra! — Nunes quase chorava de medo e dor, o corpo en