— Cala a boca — ela disse, curta e grossa.
...
— Qual é o teu nome? — ela perguntou, o tom sem emoção, mas Nunes se hipnotizou nos seus olhos castanhos, que refletiam o azul profundo do ambiente, como duas janelas de vidro fumê voltadas para o fundo do oceano.
— …Hein, garoto? — ela acenou rápido com a mão, irônica: — Fala logo, traidor!
— Vai se foder — ele respondeu com desdém, logo voltando à realidade: — Não, não vou falar nada não.
— Nú… outro ‘vai se foder?’ — ela riu, dando de ombros: — É sério, fala, não é nada demais — ela insistiu, sem vacilar.
...
— Tá, é Nunes.
— Ok, valeu — ela disse, e Nunes percebeu um leve sorriso através da balaclava, os olhos se fechando por um instante.
Ela se aproximou, e o coração de Nunes disparou quando ela colou uma fita adesiva em sua boca. A rebelde se afastou, o medo tomando conta de Nunes enquanto a câmera era ligada.
— Atenção, seus filhos da puta. Escutem bem. Eu sou a comandante dessa operação inteira agora. Vocês têm 48 horas pra enviar