Lua nunca tinha pisado num lugar daquele tipo.
O carro preto deslizou lentamente pela entrada coberta do shopping sofisticado, atravessando um corredor cercado por vidro cristalino tão brilhante quanto os lustres absurdamente caros da mansão Bitencourt.
A luz da tarde de verão atravessava a cobertura transparente e se espalhava pelo mármore claro do piso, refletindo vitrines impecáveis, fachadas metalizadas e jardins internos perfeitamente desenhados.
Tudo parecia caro.
Artificialmente perfeito.