Renato apertou os braços, os músculos travando sob a jaqueta. Por trás dos óculos escuros, seu olhar estremecia de ódio, mas seu corpo permanecia parado, disciplinado, imóvel demais.
Ele tinha aprendido a ser tático, não desperdiçar movimentos.
Um homem que atacava no impulso deixava rastros. Um homem inteligente esperava, registrava, escolhia a hora certa e usava a própria raiva como combustível, não como prova contra si.
Bitencourt inclinou a cabeça para falar algo perto de Lua.
Ela olhou par