Renato
Ele estava à paisana quando viu Lua sair da clínica.
Não havia farda sobre seu corpo, nem distintivo à mostra, nem qualquer uma daquelas marcas visíveis que costumavam fazer as pessoas endireitarem a postura diante dele.
Mas não se parecia com um civil.
Encostado no próprio carro, do outro lado da rua, com os braços cruzados sobre o peito e os óculos escuros escondendo o olhar, ele parecia apenas mais um homem esperando alguém em frente a uma clínica cara.
Mas não era isso que fazia ali.