O último dia amanheceu com céu claro e vento preguiçoso.
Na varanda, o cheiro de pão fresco se misturava com o som leve das folhas dançando. Eu estava no ateliê, finalizando os últimos detalhes da última tela. Lucca sentado ao meu lado, observando em silêncio enquanto eu contornava as bordas com pincel fino.
— Vai chamar essa de quê? — ele perguntou, com a voz baixa, quase cúmplice.
— “Depois do Som”.
Ele sorriu.
— Parece um nome nosso.
— Talvez seja mesmo.
Encostei o pincel e respirei fundo. O