Na manhã do quarto dia, o sol nasceu preguiçoso, esgueirando-se pelas janelas do ateliê como se quisesse ver de perto o que estávamos criando.
Acordei antes do despertador interno que a luz costuma acionar. Caminhei até a cozinha ainda descalça, puxando o suéter grosso sobre a camisola fina. A chaleira chiava devagar quando ouvi o som do violino vindo do lado de fora da casa.
Fui até a varanda, e lá estava ele.
Lucca.
Tocando sozinho no jardim, os olhos fechados, os cabelos desordenados pela br