O sol da manhã invadia os vitrais da Casa Mancini com um brilho dourado, mas havia algo desconcertante no ar. Como se, mesmo após a rendição de Amara, as paredes ainda carregassem a tensão dos dias anteriores. Não havia risos, nem alívio total. Apenas silêncio. Um silêncio que gritava.
Lucia encarava o espelho em seu quarto, ajustando a camisa preta, o cabelo preso em um coque preciso. As olheiras sob seus olhos não eram de insônia, mas de vigília — o tipo de cansaço que só quem carrega um lega