Otávio
Sentei no banco frio do corredor do hospital, com o rosto entre as mãos. O coração batia como um tambor sem ritmo, e a mente rodava como se eu estivesse preso em um pesadelo que não tinha fim.
Grávida.
Alice.
Meu filho?
Balancei a cabeça, ainda em negação.
— Isso não pode estar acontecendo — murmurei pra mim mesmo.
Eu não conseguia aceitar. A possibilidade existia, claro. A noite maldita... o erro. Mas parecia um castigo pesado demais, cruel demais, justo agora.
Levantei o olhar