Aleksei Vasiliev
As marcas estavam frescas. O estacionamento ainda cheirava a borracha queimada e a metal superaquecido. Ajoelhei-me perto da curva onde Aurora quase foi fechada.
O desenho irregular dos pneus no cimento mostrava mais do que qualquer câmera quebrada. O carro era pesado, blindado, e o motorista sabia exatamente o que fazia. Não era tentativa de assalto. Era aviso.
Fechei os olhos. Respirei fundo. A noite nunca é silenciosa para mim. A cidade tem vozes escondidas, o rangido do en