Mundo ficciónIniciar sesiónMeu nome é Cristian Montesano, sou largado na vida. Amor para mim, só de mãe. Pego todas mesmo, não ligo para nada. Meu nome é Belinda de Castro, sou romântica por natureza. Gostaria de me casar com o amor da minha vida. Mas tenho um noivo que não amo. Cristian é um cara um tanto peculiar, não se apega a ninguém a não ser que seja ele mesmo. Mas tudo muda ao avistar em uma festa, para a qual não fora convidado, a filha do anfitrião. No momento em que a viu, quis saber seu nome. Quando Belinda cruzou os olhos com o rapaz, não conseguiu mais desviar. Foi amor a primeira vista. Mas ela sabia que não seria fácil viver este amor. Apesar dos tempos serem outros sua família havia prometido sua mão a um outro homem. Recontando a triste história de Romeu e Julieta, vou falar de temas como preconceito racial e de homofobia.
Leer másAs coisas mudaram rápido na vida da minha família. Todas as coisas começaram a se encaixar em seus lugares. Eu finalmente passei a ver meu filho como tal, e não como um estorvo. Algumas coisas ainda estavam pendentes. Por alguma razão que eu desconheço no momento, eu não havia contado a Cristian que havia me lembrado dos cinco anos que minha mente apagou no acidente. E sinceramente, não sei como ele não reparou. A voz de Cristian me tirou das minhas divagações. Ele dizia algo que eu não entendi.-Perdão, querido, o que disse?-Eu disse que está tudo no carro.-Vou pegar as crianças.-Precisa de ajuda? -Sim. Sabe como Theodore anda traquinas.-Se sei, ele tem apenas seis meses e já parece tão mais velho. Muito sabido.Subimos as escadas e ouvimos do corredor as vozes de Bella e Theo. Ela conversava com ele, e ele lhe respondia naquela linguagem incompreensível dos bebês.Paramos por um minuto na porta para observar os
Dizem que quando morremos, passa um filme de nossas vidas diante dos nossos olhos. Acho que comigo não seria diferente se isso fosse verdade. Passei por experiências de quase morte por mais vezes do que posso contar. E em nenhuma delas vi filme algum. Mas pensei. Pensei muito em tudo o que havia vivido. E no que havia deixado de viver. Fui feliz. Sei que não estou morta. Não me sinto como se estivesse morta. Mas em um transe profundo do qual não sou capaz de me libertar. Sei disso porque ouço cada palavra que é dita próximo a mim. Ouço o desespero e a angústia de Cristian, o sofrimento da minha família e sinto a falta da minha filha. Minha filha... Minha pequena que estava tão doente. Será que o bebê tinha sido capaz de salvá-la? Queria muito acordar, abrir os olhos e mostrar a todos que estou bem. Mas me sentia cansada, como se meus músculos não me pertencessem
-Ahh!Belinda gritou uma última vez e o choro do bebê encheu meus ouvidos. Aparei Theodore nos meus braços. Com uma das mãos tirei minha camisa e o embrulhei. Logo em seguida a luminosidade que eu vira antes parou ao lado do carro.Era uma ambulância e o policial que me abordara, descia dela com paramédicos.-Eu imaginei que não daria tempo e acionei a emergência.-Obrigada.-Cristian- Belinda sussurrou.Olhei para ela e fui mais uma vez tomado pelo pânico.Sua cor desaparecera totalmente. E ela desfalecia no banco de trás do carro.-Belinda!-Calma, os paramédicos vão cuidar dela.Enquanto eu segurava o bebê, eles cortaram o cordão umbilical e trouxeram uma maca para minha esposa.Colocaram- na na ambulância e eu me sentei ao seu lado. Uma enfermeira se aproximou de mim.-Preciso examinar o bebê.Entreguei meu filho a ela que fez alguns procedimentos. Eu fiquei olhando e ela sorriu.-Isso serve para
Me levantei com cuidado para não acordar Cristian. Não resolveu muito. No momento em que eu coloquei os meus pés no chão ele abriu os olhos e me agarrou pela cintura.-Hum. Você cheira muito bem Sra. Montesano.Ser chamada de Sra. Montesano ainda era muito estranho para mim, mas ainda assim eu sorri e dei um gritinho quando ele me puxou para a cama.-Eu preciso ir a casa da minha mãe, Cristian.Ela vai se livrar de algumas coisas e quer minha ajuda.-Você não vai pegar peso, não é?-Claro que não.-Eu acho que eu não quero que você vá - Sussurra ele no meu pescoço.-Venha comigo, então. Assim você ajuda na faxina. Você fica com o peso - Digo sorrindo.-Fechado.A casa da minha mãe parecia o Monte Vesúvio após uma erupção. Haviam caixas e mais caixas com diferentes tipos de quinquilharias. Nós separavamos aquilo que ia ser útil ainda e descartávamos o resto. Eu me perguntava por q





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