Marina Salles
O silêncio era quase confortável, mas só quase.
Depois de tudo que Dante havia me contado, eu simplesmente não conseguia organizar os pensamentos. As luzes do restaurante já estavam longe, refletindo no vidro do carro enquanto ele dirigia devagar pelas ruas de Roma. As mãos dele seguravam o volante com firmeza, mas o maxilar denunciava tensão.
Nenhum de nós dois parecia saber o que dizer.
O som do motor preencheu o espaço por alguns minutos. Eu olhava pela janela, vendo a cidade v