Ana Luiza Martinelli
Chegamos ao hospital no final da tarde, e o som familiar da recepção, os passos apressados dos enfermeiros e o leve cheiro de álcool impregnando o ar me deram uma estranha sensação de conforto. Era estranho pensar assim, mas aquele lugar se tornara, por necessidade, uma espécie de lar temporário. Ao meu lado, Enzo andava em silêncio, o maxilar tenso, como se ainda estivesse processando o acontecimento desastroso de mais cedo.
A cena de sua mãe invadindo a empresa, gritando,