Fernanda Mendonça:
As lágrimas ainda escorrem quando finalmente chego em casa. Por um milagre não bati meu carro com as vistas embaçadas e o pé no acelerador como nunca fiz antes.
Tranco a porta e encosto as costas nela. O silêncio do meu apartamento parece zombar de mim, ampliando tudo o que estou sentindo.
Tristeza.
Não, pior.
Humilhação.
Minhas mãos ainda tremem. Não sei se de ódio, de vergonha ou por lembrar do toque dele. Pietro me despiu com palavras afiadas, com gestos que fizeram meu co