O restaurante estava cheio, mas não de um jeito caótico; era um movimento controlado, elegante, onde as vozes se mantinham baixas e os risos vinham sempre contidos, como se cada pessoa ali soubesse exatamente até onde podia ir sem chamar atenção. A luz suave criava um clima quase confortável demais para conversas difíceis, e talvez fosse justamente por isso que o peso daquela mesa destoava tanto do restante do ambiente. Verena estava sentada de frente para Camille, a taça de vinho parada na mã