O celular vibrou no sofá, quebrando o silêncio que ainda pairava pesado pelo apartamento, como se aquele som fosse alto demais para um lugar que tinha acabado de engolir uma conversa mal resolvida e uma decisão que ainda não tinha sido tomada por completo. Verena abriu os olhos devagar, sem pressa, sentindo o corpo afundado no cansaço que não vinha de esforço físico, mas de tudo o que tinha acontecido nas últimas horas, como se cada pensamento tivesse cobrado um pouco mais do que ela conseguia