A porta do apartamento bateu com força, ecoando pelo espaço como um som seco, abrupto, que parecia carregar junto tudo o que Camille tinha segurado até aquele momento. Ela não diminuiu o passo quando entrou, não teve o cuidado automático de tirar o salto ou largar a bolsa com delicadeza; atravessou a sala como se estivesse sendo empurrada por algo que não podia mais conter, a respiração pesada, o corpo inteiro tomado por uma tensão que já não cabia mais dentro dela.
Ali dentro, pelo menos, não