Nova York brilhava lá fora, como sempre fazia, cheia de luzes que escondiam mais do que revelavam. Do alto daquele prédio, a cidade parecia organizada, quase inocente, com o trânsito desenhando linhas perfeitas entre os quarteirões e os prédios refletindo um poder que, para a maioria das pessoas, parecia inalcançável. Mas Lucca Santorini nunca enxergou beleza naquele cenário. Para ele, aquilo era estrutura, fluxo, dinheiro em movimento e, acima de tudo, gente. Gente que errava, que precisava,