A chuva começou sem aviso.
Primeiro leve, quase imperceptível, tocando o vidro do hotel como um sussurro distante. Depois ganhou força, constante, preenchendo o ambiente com aquele som contínuo que parecia acalmar o corpo ao mesmo tempo em que acordava pensamentos que Karolina vinha evitando há dias.
Ela estava parada perto da janela, os braços cruzados, o olhar perdido nas luzes borradas do lado de fora. A cidade seguia viva, mas ali dentro tudo parecia suspenso, como se aquele momento tive