O apartamento estava em silêncio, mas não era um silêncio comum, era um silêncio carregado, denso, como se o ambiente inteiro ainda estivesse absorvendo o que tinha acontecido horas antes, como se as paredes guardassem o eco do desespero, da destruição, da sensação de perda que ainda não tinha se dissipado completamente. Ava e a mãe já estavam no quarto, tentando se recompor, tentando encontrar algum tipo de estabilidade depois de tudo, e o som contínuo do chuveiro era a