Samantha estava sentada na própria mesa quando o telefone interno tocou, e o som, que em qualquer outro momento seria comum, pareceu mais alto do que deveria. O dia já vinha carregado de uma tensão que não era dita, mas era sentida em cada corredor, em cada olhar rápido demais, em cada conversa que se encerrava quando alguém se aproximava. Ainda assim, ela se mantinha firme na própria narrativa, convencida de que aquilo tudo fazia parte do momento e que, de alguma forma, ainda conseguiria rever