Astrid
Eu sempre gostei do som de portas fechando. Principalmente quando são portas que alguém acredita estar trancadas para mim.
O consultório do doutor Michael fica em uma rua discreta, onde as luzes dos postes parecem mais fracas de propósito. Não há placa chamativa. Não há recepcionista depois das oito. Só um corredor estreito, um cheiro de álcool e penumbra suficiente para esconder qualquer coisa.
Eu espero o último paciente sair. Vejo o elevador descer. Ouço o clique da porta de vidro. Só