Ruby
Tento convencer a mim mesma de que as mensagens de Ethan não significam nada além de ego ferido.
Repito isso como um mantra enquanto dobro as roupinhas do Dustyn pela terceira vez naquela tarde. Ele não suporta o fato de eu ter seguido em frente. Não aceita não ter mais controle sobre mim. Não aceita que eu pertença a outro homem. É só isso. Precisa ser só isso.
Mas meu corpo não obedece tão bem quanto minha razão.
Cada palavra que ele escreveu ainda ecoa na minha cabeça, como se tivesse sido sussurrada perto demais do meu ouvido. Não por desejo. Por memória. E isso me assusta mais do que qualquer coisa.
— Chega, Ruby. — falo para mim mesma, fechando a gaveta com força.
Respiro fundo e volto minha atenção para o que realmente importa.
Andrew.
Vou até a sala de jantar. Ele está sentado à mesa, com o prato quase intacto à sua frente. O garfo repousa entre os dedos, imóvel. Os ombros estão levemente curvados, como se carregar o próprio corpo estivesse exigindo mais esforço do que de