O homem nos encara com olhos semicerrados, como se tentasse reconhecer o passado estampado nos nossos rostos. Ou talvez como se já soubesse exatamente quem éramos, e só não soubesse o que fazer com essa informação.
— Eu me lembro de você — ele diz, lentamente. — Você… era só uma filhote quando foi embora com sua mãe.
— E agora voltei — respondo, erguendo o queixo. — Não por saudade. Mas por necessidade.
Ele balança a cabeça, como se tentasse processar tudo de uma vez só.
— Por que agora? — perg