O fogo ainda consumia os restos do que um dia foi o coração da aldeia. As cabanas ardiam em labaredas laranja e vermelhas, como se o céu tivesse descido à Terra para julgar os vivos. Os gritos haviam cessado, mas o cheiro de sangue e fumaça continuava impregnado nas narinas de todos. A noite estava carregada, pesada como chumbo. A lua, agora tingida de vermelho, parecia observar tudo com olhos de fúria.
Aurora estava caída de joelhos no centro da clareira, as mãos manchadas de terra e cinzas.