ISADORA ALENCAR
Uma semana inteira se passou.
Sete dias de silêncio.
Sete dias tentando contato com Enzo. Sete dias sendo ignorada.
Ligações não atendidas, mensagens deixadas no vácuo, olhos marejando cada vez que o celular tocava — e não era ele.
Ou pior: número inexistente.
Fui até a casa dele.
Toquei a campainha duas, três vezes. O mordomo me recebeu, mas foi Olga quem apareceu. Sorridente como sempre, mas com a mentira nos lábios:
— O Enzo não está.
Mas o carro dele estava ali.
Na garagem.