O Corpo que Sonha, o Corpo que Queima
O teto era feito de folhas encantadas.
Brilhavam em tons suaves de dourado e violeta, como se respirassem.
Demorei a entender onde estava.
O corpo doía como se tivesse sido arrancado e remontado, músculo por músculo.
A marca sob minha costela ainda queimava em silêncio.
— Está viva — sussurrou uma voz.
Era Maelis, ajoelhada ao meu lado.
Toalhas mornas sobre minha testa.
Pétalas de lótus lunar flutuando na água ao redor da cama de pedra.
— Onde…?
— Um dos an