Fogo que Não Queima
A lua estava no seu ápice.
Cheia.
Branca.
Observando.
O altar se erguia como uma cicatriz no meio da floresta, feito de pedras negras e símbolos esculpidos com sangue antigo.
Guardas em cada ponta.
Supremos de armadura prateada vigiando as correntes que prendiam Rafael e Thoren.
Ambos de joelhos.
Cabeças erguidas.
Orgulho intacto, mesmo que os corpos sangrassem.
E eu… nas sombras.
Esperando o momento certo.
Sentindo Selyra inquieta sob minha pele.
> “Agora, filha.
Deixe de s