A Escolha da FĂșria
A lua vermelha estava inteira no céu.
Nem nuvens ousavam tocĂĄ-la.
E cada batida do meu coração ecoava como um trovão nos salÔes de pedra da mansão.
O tempo da convocação havia chegado.
As portas do salĂŁo ancestral foram abertas pela primeira vez em trĂȘs dĂ©cadas.
LĂĄ dentro, os estandartes dos ClĂŁs Antigos tremulavam sob tochas que jamais se apagavam.
Os AnciĂŁos jĂĄ me aguardavam.
Rostos marcados por eras.
Alguns hostis.
Outros apenas curiosos.
Rafael estava ao meu lado, como sombra e escudo.
Kael, Ă esquerda, com os olhos fixos em mim.
Darian, sempre vigilante.
Maelis, silenciosa e afiada como faca cerimonial.
Eu vestia o traje dos escolhidos da lua:
Tecido escarlate translĂșcido, com sĂmbolos prateados escritos sobre minha pele nua, como feitiços vivos.
Meus cabelos negros caĂam soltos, tocando a cintura.
A cada passo, a energia pulsava entre meus pés e o solo.
A sala inteira sentia: algo ancestral havia despertado.
â A Herdeira do Sangue de Duas Lunas convoca os clĂŁs