A GuardiĂŁ da Lua Escarlate
A floresta ficou mais densa.
Mais viva.
Mais antiga.
As ĂĄrvores pareciam respirar.
O chão pulsava como se tivesse um coração.
E euâŠ
sentia que nĂŁo estava apenas entrando em um lugar.
Estava atravessando um limite sagrado.
O SantuĂĄrio da Origem nĂŁo era como imaginei.
NĂŁo havia templos.
Nem altares.
Nem sĂmbolos nas pedras.
Apenas um vazio circular entre årvores tão altas que tocavam o céu.
No centro, uma pedra achatada, coberta de musgo vermelho.
E ao redor, ossos.
Cen