Sob o Véu da Noite
A lua parecia respirar junto comigo. Sua luz se derramava em prata sobre a floresta, tocando cada folha como se acariciasse o mundo. O vento sussurrava meu nome â ou talvez fosse o eco do que restou de nĂłs. Marco dormia, ou fingia dormir, com o corpo coberto apenas pela penumbra. A pele morena cintilava sob o luar, e cada movimento de seu peito parecia uma lembrança viva daquilo que eu nĂŁo conseguia apagar.
Korran, o lobo dele, ainda rondava dentro de mim, mesmo em silĂȘncio.