O NOME ESQUECIDO
O trovão ecoou por toda a floresta.
Não foi um som comum. Parecia carregar uma voz antiga, grave, profunda, como se a própria montanha estivesse despertando depois de séculos de silêncio.
A coluna de luz vermelha permanecia rasgando o céu ao norte, imóvel, pulsando lentamente como o coração de uma criatura adormecida.
Ninguém falou.
Nem Marco.
Nem Rafael.
Nem Arkan.
Todos olhavam para o horizonte.
Foi Elara quem rompeu o silêncio dentro de mim.
"Ele está respirando outra vez."