Cássia não respondeu à pergunta de Kalel. Em vez disso, com um suspiro que parecia carregar o peso de um dia inteiro, ela se deitou na cama, ainda nua e envolta apenas pela toalha, que escorregou para o lado. Ela se virou de bruços, dando as costas para ele, como se quisesse se fechar em seu próprio mundo.
— Não quero conversar, Kalel. — a voz dela era abafada pelo travesseiro, um tom de final de assunto que ele não esperava.
— E eu também, sou saudável, sexualmente.
Só então, observando as costas tensas dela e a forma como se encolheu, Kalel percebeu que ela parecia triste. Aquele comportamento retraído era um contraste gritante com a mulher exuberante e forte que ele havia conhecido. Uma pontada de culpa o atingiu.
Kalel subiu na cama, posicionando-se atrás dela. Com delicadeza, começou a acariciar as pernas de Cássia, deslizando a mão pela pele macia. Ele as massageava suavemente, seus dedos percorrendo os músculos tensos, e vez ou outra, depositava beijinhos leves em suas panturr