Pietro Cavallini
O quarto de hospital parecia apertado demais para o tamanho da dor que estávamos carregando. Eu ainda a segurava, sentindo o corpo da Fernanda amolecer contra o meu, o choro agora transformado em soluços baixos e exaustos. Eu sabia que precisava falar. Precisava colocar para fora o que estava entalado na minha garganta desde aquele voo maldito.
Afastei-me só o suficiente para encarar os olhos dela, segurando seu rosto com as duas mãos, firme, como se aquilo fosse a única coisa q