Fernanda Vasques
O cheiro.
Não foi a luz.
Não foi o som.
Foi o cheiro.
Aquele odor estéril, frio, metálico… inconfundível de hospital. Ele me atingiu como um soco invisível, destrancando portas na minha mente que eu nem lembrava que existiam.
Minhas pálpebras pesavam, como se alguém tivesse colado chumbo nelas. Forço um pouco… falho… tento de novo. Eu tentei respirar, mas o ar parecia entrar rasgando meus pulmões, dolorido, estranho… como se respirar fosse algo novo.
Confusão.
Porque, segundos