Pietro Cavallini
Manhã seguinte
O sol de São Paulo não pedia licença. Ele batia no vidro fumê do meu escritório no 42º andar, refletindo-se na maquete de polímero sobre a minha mesa de carvalho negro.
Eu estava de volta. Terno sob medida, café expresso duplo sem açúcar e uma irritação latente que nem a noite maravilhosa com a Fernanda tinha conseguido dissipar completamente.
Abri a planta do projeto Horizonte. Era para ser o meu maior legado: um complexo sustentável que desafiava as leis da