Fernanda Vasques
O despertar no Rio de Janeiro tem um som diferente. Não é o estrépito metálico e impaciente de São Paulo, mas um murmúrio constante, um convite rítmico das ondas que parecem sussurrar que o tempo, na verdade, é uma invenção nossa. Abri os olhos devagar, sentindo o lençol de seda macio contra a minha pele. Por um momento, a paz foi tão absoluta que cheguei a me assustar. Procurei o calor do Pietro ao meu lado, mas a cama estava vazia.
No lugar dele, sobre o travesseiro, um pequ