Fernanda Vasques
Às 18:00 em ponto, o motor roncou na calçada. Pietro não era o tipo de homem que se atrasava; o tempo, para ele, era uma matéria-prima tão valiosa quanto o mármore que ele importava da Carrara.
Eu estava lá, conforme prometido. Usava um vestido de seda verde-esmeralda que deslizava pelo meu corpo como uma carícia pecaminosa, e saltos que me deixavam quase na altura do olhar predatório dele. Quando entrei no carro, o cheiro de couro novo e do perfume amadeirado de Pietro me ati