Rebecca começou a percorrer o atelier, os olhos fixos nas obras apoiadas nas paredes, como se cada pintura tivesse uma história a contar.
— Isto é incrível — disse ela, quase sussurrando. — Nunca tinha visto o atelier assim, com calma.
Eu permaneci parada, imóvel, perdida num momento que parecia suspenso no ar. Rebecca percebeu.
— Bela? — chamou, a voz carregada de preocupação.
Os meus dedos tremiam ligeiramente. Havia algo no interior do envelope que me prendia o coração.
Rebecca aproximou-se,