Carlos respirava fundo, tentando se controlar, mas não por muito tempo. De pontas de pés, beijei-o, envolvendo as mãos nos seus cabelos. Ele correspondeu ao beijo, explorando o interior da minha boca com a língua. O desejo vinha dos dois. As mãos corriam soltas, mas presentes. A cada toque, uma faísca de desejo acende uma chama ardente no meu núcleo. Senti o calor dele contra mim. As mãos dele focaram-se na minha cintura, firmes. Nos afastamos um pouco para recompor a respiração ofegante. Estávamos a um passo de algo irreversível. Dentro de mim, uma voz sussurrava “devagar”. Tínhamos combinado isso. Ele encostou a testa à minha, como se lesse a minha mente, e disse: — Estamos a ir rápido demais? Fechei os olhos, respirando profundamente. Estávamos. Talvez. Mas o meu corpo não queria saber de prudência, ele pulsava por mais. Queria sentir. Queria avançar. Queria descobrir até onde aquela conexão podia ir. — Bela, fazemos o que sentires que for bom para ti. Carlos era um homem se
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