O tempo não tinha cor.
Nem som.
Nem direção.
Yaskara existia — ou acreditava existir — dentro de uma vastidão translúcida, onde o passado e o futuro se dissolviam em ondas de luz dourada.
Via fragmentos de si flutuando ao redor: a voz de Eiran, o toque do vento, o eco distante de sinos.
Mas nada era fixo.
Tudo era lembrança tentando se lembrar de ser real.
"Quem... sou eu?"
A pergunta soou, e o espaço respondeu em vibrações suaves.
Luzes se agruparam, formando uma figura humana — calma, envolta