CAPÍTULO 55
O dia seguinte amanheceu com cheiro de pólvora ainda preso no ar. O morro respirava devagar, como quem tivesse acordado de um pesadelo, mas sem conseguir esquecer as imagens da noite anterior. As vielas estavam marcadas por buracos de bala, casas destruídas pela explosão de granadas, sangue seco grudado no chão.
RB caminhava pelo alto, fuzil ainda pendurado no peito, mas o olhar não era de combate. Era de quem carregava o peso de todos ali. Cada passo mostrava a ferida, cada rosto l