NARRAÇÃO DE MIGUEL BAZZO...
Como um animal sedento após dias no deserto, foi assim que me senti ao vê-la — vestindo apenas a minha camisa. A luz do dia atravessava o tecido leve, delineando cada curva que me era familiar e ao mesmo tempo inalcançável. O desejo que me corroía tomou forma: feroz, incontrolável, faminto.
Não pensei duas vezes. Arranquei a camisa do corpo dela com urgência, ignorando botões ou qualquer delicadeza. A vontade era clara, primitiva. Eu a queria inteira. Só para mim.
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