POV Isabela Costa
Entrei em casa em silêncio, mas o meu corpo vibrava. O dossier de Celso Lacerda pesava na minha mala como uma arma carregada.
Passei pelo hall de entrada e vi as luzes da biblioteca acesas. O cheiro de uísque barato e charuto impregnava o ar.
Daniel estava lá. Desleixado, com a camisa aberta e o rosto vermelho de fúria contida.
— Onde estiveste, Isabela? — A voz dele era um trovão baixo, aquele prelúdio da tempestade que costumava fazer-me tremer.
— O teu pai ligou. Disse qu